02/07/2009

Retalhos


Levei pro spa Retalhos de Craig Thompson do selo Quadrinhos na Cia, da Cia das Letras. O livro ganhou vários prêmios e é de uma sensibilidade única. Desde que li Persepolis fiquei encantada em perceber como os quadrinhos podiam também ser literatura. E este livro é literatura e muito mais. Retalhos é uma autobiografia do autor, que conta sua infância, sua relação com a família, sua relação com Deus, suas dúvidas, alegrias e arrependimentos em 582 páginas lindamente desenhadas.

Li no meu aniversário, de manhã à noite. Bom demais ter um livro especial para se ler no aniversário.

01/07/2009

O Clube do Filme


A ideia era ótima mas... não curti O Clube do Filme. Já li outros livros sobre relação pai e filho ou adulto e jovem bem mais interessantes. Achei tanto o pai quanto o filho da história meio bobões. Sei lá, não fez minha cabeça. Vai ver que este livro daria um ótimo filme...

Voltei!

Pronto, uma semana de férias foi o suficiente pra eu me animar e querer voltar a escrever sobre livros. Estou de volta mas existe um porém: decidi que vou comprar só o essencial durante os próximos seis meses (mais informações aqui) e isso inclui os livros! Será que vou conseguir? Com certeza, este será um dos pontos mais difíceis do meu desafio. Mas não estou tão receosa: o que eu tenho aqui em casa de livros comprados e não lidos dá muito bem pro gasto e sempre existe uma cota emergencial.

ps. sabe o último livro que comprei antes de começar esta história? Amanhecer de Stephanie Meyer. Confesso que nem ia comprar, o terceiro livro da série me decepcionou um pouco, mas uma menina que estava no spa junto comigo estava lendo e adorando. Só comprei, nem abri ainda pois estou cheia de trabalho.
Volto mais tarde para contar o que eu li na férias e o que estou lendo agora.

02/06/2009

eu volto

Já já eu volto, só preciso organizar minha vida (e minhas leituras)

14/02/2009

os primeiros dias


os primeiros dias
Upload feito originalmente por tathy.viana
Vampiros em Nova York, os primeiros dias é para quem gosta de histórias de vampiros mas está meio cansado dessa coisa mela-cueca de Bella e Edward.
O livro traz uma abordagem bem diferente e interessante sobre os vampiros: na verdade o vampirismo é um vírus sexualmente transmissível. Um parasita se instala no corpo e a pessoa fica com visão noturna, olfato aguçado, rapidez, força e agilidade e, é claro, muita vontade de caçar mais vítimas.
O protagonista, Cal, é um portador desse vírus mas com sintomas controlados. Por isso ele é recrutado como caçador de vampiros pois uma epidemia está se espalhando em Nova York.
Misturando lendas de vampiros, biologia, aventura e um pouquinho de romance, Scott Westerfeld criou uma história interessante e inteligente.
Como é engraçado como essa história de vampiros rende: desse mato sai muito coelho! Inclusive esse livro já tem uma continuação: Vampiros em Nova York, Os últimos dias, que eu já comprei e estou esperando o correio entregar.

08/02/2009

Reparação, finalmente

Reparação é uma ode a algo que eu sempre soube ou intui. A literatura salva. Um dos caminhos para a tentativa de reparação é a ficção. Nela, como escritores ou leitores, (re)criamos o mundo. 

Durante todo o livro o autor sustentou a narrativa a partir disso. O livro é uma declaração de amor a escrita.
O livro que Cee, entediada, lia em seu quarto, o livro de medicina de Robbie. O único encontro dos dois no canto mais escuro na biblioteca. Mais tarde, enquanto Robbie estava na prisão, para sustentar a relação entre eles, ambos se refugiaram na literatura, nos livros que tinham lido na faculdade, para, em suas cartas, falarem de amor. A literatura como código. Os livros em cima de mesa no quarto de Ceem quando finalmente os tres se reencontram.
Além disso, ele magistralmente nos mostra o nascimento do escritor, na figura de Briony. A ficção como pensamento: como compor cenas, como exprimir pensamentos, atos, sentimentos, impressões. A novela escrita por Briony na terceira parte, que nada diz sobre o que realmente acontece. Os olhos do leitor na ficção: a longa carta dos editores, analisando sua história. O epilógo onde finalmente se mostra que a reparação é impossível. O único meio possível de tentar reparar, a única saída é a literatura.
G-e-n-i-a-l.

03/02/2009

bbb e livros

Lendo Reparação e abduzida pelo payperview do BBB. Flávio está lendo A menina que roubava livros, Emanuel, A semente da vitória, do Nuno Cobra, o Nonô antes da eliminação estava lendo Adeus, China. Naná levou um livro espírita que não identifiquei e vi um exemplar de O Caçador de Pipas rolando e um 1984 (auto-ironia) também.

Na verdade eles lêem muito pouco, não conseguem se concentrar. 
Dizem,  (eu não sei) que cada um pode levar um livro para a casa. Acho que levaria O Senhor dos Anéis para reler.

02/02/2009

reparação, primeira parte

Terminei a primeira parte de Reparação. Como é bom... Adorei a metalinguagem, a idéia de Briony pensando como escritora, tentando pensar em como colocar no papel os sentimentos, as impressões causadas pelo que observou. Questionamentos que devem ser do próprio autor, que os resolveu com maestria. Os pensamentos de Cecily, Robbie, Emily completamente vivos, reais, palpáveis.

Fiquei feliz em ver o filme antes, pois o ritmo da narrativa é bem lento e eu já sabia que valia a pena persistir na leitura, que a narração tinha um objetivo, que cada detalhe tinha seu papel.
Agora vou partir para a segunda parte...

24/01/2009

Eclipse

Estava no ônibus e uma menina estava lendo Eclipse. Coincidência, ela estava na mesma página em  que eu tinha parado antes de sair. 160. A menina se sacudia toda, tinha uns tremeliques enquanto lia, ria sozinha, toda emocionada. Como um livro pode mexer com uma pessoa... ou então ela tinha síndrome de Tourette, vai saber.

Estou meio incomodada com essa história de Bella e Edward. Recebi até um comentário anônimo dizendo que eu sou a única que não acho Edward perfeito e que tenho inveja do amor deles. Achei engraçado. A pessoa que escreveu deveria procurar a palavra ficção no dicionário. Porque Bella e Edward são personagens mas o tipo de relacionamento que eles têm existem aos montes por ai. Esse tipo de relação desigual, idealizada, controladora está em todo lugar. Já tinha dito isso, me incomoda a fragilidade de Bella, a superproteção de Edward, acho careta, ultrapassado. Acho velho esse papo de abrir mão de tudo por um namorado. Sem esquecer que o primeiro amor não é o único e que na vida real as Bellas olham para seus Edwards depois de alguns anos e pensam: putz, o que eu vi nesse panaca? 
Tirando isso, estou achando Eclipse bem mais morno do que os outros, cada vez mais arrastado. Mas é legal saber um pouco mais sobre as histórias dos outros vampiros. Rosalie já contou a sua e o próximo acho que será Jasper.

20/01/2009

Achei nos meus rascunhos minha retropectiva livresca do ano de 2008. Esqueci de publicar antes:

Personagem mais legal: tio Edwin de Café da Manhã com Tiffany

Maior choradeira do ano: Castelo de Vidro

Recordar é viver: A história secreta

Revelação:A arte perdida de guardar segredos

Casal fofo: Bella e Edward  (Crepúsculo) e Penelope e Harry (A arte perdida de guardar segredos)

Mais chato ever: Os Filhos do Imperador

Personagem mais perturbador: o albino do O segredo das coisas perdidas

Prêmio espera sentada que em pé cansa: Tambores de Outono

Porrada do ano: O menino do pijama listrado

Leitura virei a noite: Preliminar

Livrinho aqueceu meu coração: A arte perdida de guardar segredos

Decepção: Meg Cabot (de todos os publicados em 2008, só Sorte ou Azar se salvou)

17/01/2009

Reparação

Minha irmã me avisa que terminou de ler Reparação, de Ian McEwan. Assim que puder, vou lá buscar. Tenho uma fila de livros para ler que poderiam causar uma engarrafamento montruoso na avenida Brasil. 

16/01/2009

Paula, Isabel Allende

"Certamente a Rádio Magallanes será emudecida e o timbre tranquilo de minha voz não chegará a vocês. Pouco importa. Continuarão a ouvi-la. Estarei sempre junto de vocês. Pelo menos, a recordação que deixo será a de um homem digno, que foi leal à lealdade do trabalhadores... Eles têm a força, poderão nos avassalar, mas os processos sociais não são detidos pelo crime e pela força. A História é nossa e é feita pelos povos... Trabalhadores da minha pátria: tenho fé no Chile e em seu destino. Outros homens superarão esse momento amargo e obscuro, em que a traição pretende se impor. Continuem com a certeza de que, muito antes do que se pensa, abrir-se-ão as grandes veredas pela quais passará o homem livre, para construir uma sociedade melhor. Viva o Chile! Viva o povo! Viva os trabalhadores!"

último pronunciamento de Salvador Allende em 11 de setembro de 1973, dia do golpe militar no Chile.
Ontem terminei de reler Paula, livro de memórias de Isabel Allende. Treze anos depois da publicação deste livro, ela lançou outro ano passado A Soma dos Dias, que começarei a ler hoje. 

15/01/2009

o que você está lendo?

Na revista Vida Simples, tem uma sessão sobre livros e dentro dessa sessão, eles perguntam a pessoas célebres o que elas estão lendo. Washington Olivetto na edição deste mês, está lendo Os Irmãos Karamabloch, por exemplo.

Essa pergunta "o que você está lendo?" é meio capciosa. Se me perguntarem, não vou responder que estou lendo um livrinho bobo sobre as aventuras na juventude de James Bond, chamado Missão Silverin. Vou responder que estou lendo o livro da Diablo Cody, Minha Vida de Stripper, muito mais cult. Na verdade, não estou lendo nenhum dos dois pois estou trabalhando demais, mas não iria responder isso, jamé, que a gente tem que manter a aura de leitora compulsiva a qualquer custo.
Quando eu vejo alguém responder que está lendo Nietzsche, Em busca do tempo perdido ou A Montanha Mágica me sinto uma formiguinha. Tenho vontade de beber dois litros de água por dia, usar sempre filtro solar, parar com o refrigerante, não faltar à academia e ler somente livros clássicos, importantes e elevados. Fazer tudo certo enfim. Mas depois passa. Sei que essas declarações são iguais às das modelos que às vésperas do Carnaval que dizem que bebem muita água e fazem ioga e meditação para manter o corpinho em forma. Igualzinho ao cara que omite que lê Ulisses só como tratamento para a insônia (uma página e zzzzzz), as tais modelos esquecem de citar a lipo e os remedinhos para emagrecer.
De qualquer forma, essa lista me deprimem. Porque é fato que as pessoas adoram exibir suas leituras. Afinal, isso é uma espécie de declaração de personalidade.
Uma vez, no primeiro  período da faculdade, estava no intervalo de uma aula de filosofia: enquanto todos estavam viajando no papo-cabeça, se sentindo na caverna de Platão, eu tirei da bolsa um livrinho do Sidney Sheldon e comecei a ler. 
Horrorizei a sala inteira!
E o que vocês estão lendo? Vale mentir, dizer a verdade, esnobar todo mundo ou horrorizar geral. 

12/01/2009

O livro que eu quero ler, da Fal

Na sexta-feira a Fal escreveu na sua coluna do Ig uma crônica chamada O livro que eu quero ler. Ela vem falando que dentre as resoluções que fazemos no ano-novo, a lista de leituras talvez seja a única que se consegue cumprir. 

Esse ano quero reler Doris Lessing, fui apaixonada pelos livros dela durante um certo tempo, mas a vida nos separou. E quero conhecer Ian McEwan, falha imensa na minha bibliografia. Já passou da hora de ler Reparação. Falem comigo no fim do ano sobre isso.
 



09/01/2009

decepcionada

Eu gostei de Eragon, achei a história interessante. Não era a mais incrível do mundo mas Tolkien já morreu. Aí eu li Eldest, a continuação e fiquei bem satisfeita e ansiosa pelo último livro da trilogia. Sim, pois desde Eragon, ficou bem claro que se tratavam de três livros. Que o autor, Christopher Paolini, tinha começado a escrever Eragon aos 15 anos e que era uma TRILOGIA. Esperei quase dois anos, esperei pacientemente o autor escrever o terceiro livro, Brisingr. Sua capa preta e imponente e suas 706 páginas tinham tudo para me fazer feliz. Afinal, eu ia descobrir finalmente como Eragon e Saphira iam libertar a Alagaesia de Galbatorix.

Quatrocentas páginas depois, comecei a desconfiar que não será bem assim... afinal eu sou meio lentinha. A história se arrastando, Eragon e Saphira separados, o tal do primo Roran mais chato do que nunca, Eragon mergulhado na burocracia, ninguém guerreando, só fazendo reuniões sem fim. Poupem-me. Daí eu vou espiar na última página... nada promissor. Me deparo com uns agradecimentos do autor e leio o seguinte texto:
"O livro quatro será publicado assim que eu conseguir terminá-lo; e posso lhe garantir que vai ser a parcela mais empolgante da série. Mal posso esperar que você o leia!"
Querido Christopher, o que posso dizer? Espere sentado. Agora quem não quer sou eu. Nem se dê ao trabalho de terminar o quarto livro, pois isso é uma palhaçada, uma enganação. Parei aqui e agora com você. Cheguei no meu limite!
Vontade de picar esse livro em mil pedacinhos, de tanta raiva. Pra não dizer que sou louca, fui olhar no primeiro livro e está lá impresso : "Eragon é o primeiro volume da TRILOGIA da Herança". Neste último, estão falando em CICLO da Herança. Propaganda enganosa!
Estou falando sério, não quero nem saber, para mim essa história acabou na página 403. 

05/01/2009

táticas para a crise

Estes foram os primeiros livros que comprei assim que comecei a estagiar. Era 1997 e eu ganhava, acho, 250 reais! No inicio, comprava um livro por mês, mas depois, passou a ser mais. Hoje, a fatura do meu cartão é uma infinidade de submarino/saraiva/submarino/travessa/siciliano/ateneu. Os tempos mudaram e 250 reais hoje em dia não dá para nada. É a crise... E em tempos de crise, a gente tem que aprender truques para driblar qualquer situação. Não há dinheiro que chegue para comprar todos os livros que eu quero, assim, preciso de estratégias para economizar e encontrar livros em conta. Estou sempre à cata de promoções nas livrarias, sempre acumulando bônus para comprar livros e catando em sebos. Graças a Deus que existe a Estante Virtual. Dá para comprar livros praticamente novos por preços muito bons. E vocês, quais os truques que usam para comprar seus livrinhos mais baratos? Dicas de sites, biblioteca boas, clubes de leituras, lojas com descontos e sebos, plizzzz, que crise por abstinência de leituras é que não dá.

03/01/2009

abismo

Uma pessoa que lê compulsivamente às vezes dá uma de louca, vive num limbo, entre ficção e realidade. Além da nossa vida real, com todas as suas experiências, temos tudo aquilo que vivemos com os personagens e as histórias que lemos. E tem hora que dá um nó.
Temos que dar conta de nossa vida secreta e da vida real. Nos preocupamos com as pessoas que existem e com os personagens também. Aliás, existem personagens que a gente conhece mais do que algumas pessoas com quem convivemos.
O problema é que se você convive com pessoas que não leem tanto quanto você, ficar um gap entre tudo aquilo que você viu nos livros e a vida real.
Quantas vezes, diante de um pedido de conselho de alguém,  já não mordi a língua quando a frase: "ah, mas tinha um personagem num livro que..." chegou à minha boca? A verdade é que as pessoas nao gostam que você dê exemplos ficcionais para aconselhar alguém na vida real, afinal, para quem não lê, aquilo não aconteceu de verdade!
O melhor que pode ser feito para diminuir esse abismo é chegar para alguém de quem você gosta e falar: "olha, eu queria ter apresentar um amigo" e pôr seu livro predileto na mão dele. 

02/01/2009

por que amamos ler?


"Há apenas uma forma de ler, que é olhar ao acaso em bibliotecas e livrarias, pegando livros que chamem a sua atenção, lendo apenas esses, pondo-os de lado quando o aborrecem, pulando as partes tediosas - e nunca, nunca ler nada por julgar que necessita, ou por pertencer a uma tendência ou um movimento. Lembre-se que o livro que o aborrece aos 20 ou 30 anos lhe abrirá portas quando tiver 40 ou 50 - e vice-versa. Não leia um livro quando não for o momento certo para lê-lo."

DORIS LESSING (1919- )

Achei um livrinho chamado "Por que amamos ler? Grandes escritores tentam explicar nosso fascínio pela leitura" de Brian Bristol, que é repleto de citações sobre livros. Um livro pequeno, capa dura, quatro cores, papel couché, um pequeno tesouro cheio de imagens que evocam os livros e o prazer de ler. Já está na estante.

23/12/2008

férias e feliz natal


férias
Upload feito originalmente por tathy.viana

19/12/2008

Crepúsculo - o filme

Acabei de voltar do cinema. Eu tinha que ver hoje. Eu e todas as teens do mundo, que o cinema estava lotado de meninas de quatorze anos. TODAS saíram de casa juntas para ver o Edward. Quero também louvar a coragem da meia dúzia de meninos, futuros homens de verdade, que se aventuraram no cinema também. Coitados, nunca mais serão os mesmos depois dessa experiência antropológica.

Porque as meninas de quatorze anos são fofas, não nego. Mas têm uns pulmões. O gritos, ah, os gritos. Quando Edward aparece, quando Edward beija a Bella, quando Edward faz qualquer coisa, as meninas gritam. Muito.
Mas estou de ótimo humor natalino e nada me aborrece. O filme é legal, apesar do  velho clichê "o livro é melhor". O Jacob é uma graça e o Jasper também. E a casa dos Cullens é sensacional, muito mais bonita que o que eu imaginava.
Agora é garantir Eclipse na pré-venda e esperar os próximos filmes...

13/12/2008

livros em séries e filmes

Por causa de Becoming Jane eu li Tom Jones. Típico livro que eu nunca leria sem uma indicação.

Mensagem para você faz referência a Orgulho e Preconceito, livro predileto da personagem de Meg Ryan. Também faz referência a uma série de livros infantis, Patins, Sapatilhas, Sapatos de dança, que acho que não foram publicados no Brasil.
Bridget Jones também lê Orgulho e Preconceito... ou pelo menos, vê a série da BBC baseada no livro.
Outro dia, vi na HBO um filme chamado Invísivel onde o personagem principal guardava o dinheiro que ganhava dentro de um exemplar de Ardil 22. 
Rory e Jess de Gilmore Girls leram Mate-me por favor. 
Rory também leu trechos de Sexus, de Henry Miller para seu namorado, por telefone.
Em o Diabo veste Prada a personagem da Anne Hatawhay sofre para arrumar o manuscrito inédito de Harry Potter para a filhas de sua chefe. E ela consegue.
A paciente Sophie, da série Terapia, diz que vai emprestar seus Harry Potters pro seu terapeuta, quando percebe que ele não sabe quem é Hermione Granger.
Não dá para esquecer a personagem Julianne Moore em As horas, agarrada ao seu Mrs. Dalloway
Em Pecados íntimos, a atriz do Titanic que eu esqueci o nome, participa de um clube do livro onde se discute Madame Bovary.
E o clube do livro de LOST? Carrie, a estranha, foi livro escolhido pelo Ben para ser discutido.
Tem muito mais mas não estou lembrando...

10/12/2008

muitos compromissos

Já comprou a agenda de 2009?

Eu já marquei na minha:
15 de janeiro: lançamento de Eclipse
17 de julho: lançamento do filme Harry Potter e o Príncipe Mestiço. (Harry vai beijar a Gina!!)

09/12/2008

...

O Fantástico é um dementador que suga toda a felicidade do domingo à noite. Estava esperando Alice começar no HBO quando parei na reportagem assustadora do analfabetismo funcional. É claro que não é culpa do programa, mas aquela reportagem acabou comigo. Não é só a questão de escrever errado e sim a incapacidade desses jovens de ler e interpretar. Fico pensando que as pessoas precisam de alimento, intelectual, artístico. A interação com pai, mãe, amigos do orkut, colegas de colégio não é suficiente. Ver novela, jogo de futebol, escutar funk, saber das fofocas das celebridades não nutre. Você perderia a chance de interagir com Jorge Amado, Clarice Lispector, Tolkien, Jane Austen, Alexandre Dumas, Graciliano Ramos, Drummond, Rubem Braga e tantos outros? Pois através da leitura a gente pode conviver com toda essa gente. Mas se você não sabe ler, não pode. Fica subnutrido, vazio, uma semente que nunca pode germinar. 

07/12/2008

arrumando a estante


arrumando a estante
Upload feito originalmente por tathy.viana
Domingo de manhã: separei roupas para doar e arrumei meus livros. Queria ser uma pessoa metódica e equilibrada que faz uso da boa e velha ordem alfabética mas meu critério é quase o mesmo da maioria das pessoas que amam livros: a afinidade. Não tem outro jeito: Ana Cristina Cesar tem que ficar com Caio Fernando Abreu no meu mundo. Jorge Amado junto de Pablo Neruda e Garcia Marquez. Graciliano fica por perto também. Clarice com Fernando Sabino e perto dele Rubem Braga e Drummond. Nick Horny fica com Tony Parsons. Fiz um nicho só para o mundo da fantasia: Harry Potter, A Bússola Dourada e continuações, Artemis Flowl, a Saga Otori, Senhor dos Anéis e os outros livros do Tolkien, mais na frente Crespúsculo, as Crônicas de Nárnia. Num outro nicho, só livros mulherzinha. Num outro, todos os teen, Meg Cabot, Gossip Girl.
Sobrou uns outros tantos, que ficaram agrupados aleatoriamente.
Coloquei Grande Sertão Veredas pertinho de Ulisses, desafio para o ano que vem, quem sabe?

03/12/2008

os dvds da minha estante

Viciada em Jane Austen, fui fazer uma maratona de filmes baseados em sua obra. Para quem não conhece e quer conhecer, pode ser um caminho.

Filmes baseados nos livros: Orgulho e Preconceito, Razão e Sensibilidade, Emma. O melhor dos três na minha opinião é o Razão e Sensibilidade.
As Patricinhas de Beverly Hills também é adaptado de Jane Austen, uma adaptação de Emma.
Recomendo também O Clube de Leitura de Jane Austen e Amor e Inocência. O primeiro é uma comédia romântica em que seis pessoas se reúnem para ler as seis obras de Austen num clube do livro. Claro que as histórias de cada um se misturam com as tramas da autora.
Amor e Inocência (Becoming Jane) é uma espécie de biografia livre de Austen, contando um pouco de sua juventude. A história é absolutamente fiel ao estilo de Jane Austen: estão lá a mocinha romântica mas de personalidade forte, a mãe louca para casar sua filha com um bom partido, o pais omisso, a irmã doce, os bailes, a tia rica completamente megera, o vigário sonso e o mocinho lindo e apaixonante. Além disso não podemos esquecer a descrição da vida em sociedade, com suas maquinações de poder, dinheiro, posição. O embate entre o amor e o dinheiro, os mexericos, intrigas, julgamentos sociais, sacrifício, renúncia, obrigações morais e um profundo romantismo. Suspiro.
Pra quem quiser uma sessão da tarde literária.

01/12/2008

um enigma

Me pediram a indicação de um livro "com história (ficção), diálogos e passado nos dias de hoje". 

Na hora me deu um branco, mas depois puxei um livrinho da estante: Nick Hornby nunca me abandona e eu apelei para o Alta Fidelidade.
Mas essas indicações parecem um enigma e eu pergunto: que livros vocês indicariam, que fosse de história, diálogos e passado nos dias de hoje?

25/11/2008

os filhos do imperador

Trabalhei um montão ontem. Hoje me impus um ritmo um pouco mais lento. Na verdade, agora à tarde não fiz nada: fiquei terminando de ler um livro que comecei, pasmem, em maio. Livro chato de dar dó. Os filhos do imperador. A história mostra a vida de um grupo de intelectuais de Nova York, antes, durante e depois do 11 de setembro de 2001. Na verdade, a história quase toda se passa meses antes da queda das torres, talvez, um quarto do livro se dedique ao durante e o depois. Pode ser por isso que eu tenha demorado tanto para terminar: o que tinha antes era extremamente chato. Me esforçei em terminar justamente pensando que todos aqueles chatos iam morrer no 11 de setembro, mas não foi bem assim. Ainda bem que acabou.
O livro era chato, mas não era mal escrito. Os capítulos que contavam da queda das torres e o impacto disso nas pessoas eram profundamente envolventes. Tanto que quando acabei de ler e liguei meu computador, vi meus emails e as atualizações RSS dos blogs que leio, demorei a me situar em 2008. De certa forma, impactada pela leitura, ainda estava em 2001, meio abalada com o 11 de setembro. Lendo os posts de um monte de blogs, esperava alguma coisa menção ao 11 de setembro, como se eu realmente estivesse em 2001. Viagem minha, tudo isso aconteceu há tanto tempo. Demorou mas voltei ao 2008.
O triste é que, em 2001, as pessoas falaram que depois do 11 de setembro tudo ia mudar. E nos minutos em que fiquei nesse limbo, entre passado e presente, percebi que realmente pouca coisa mudou.
Às vezes, esse negócio de ler dá um nó na minha cabeça.

23/11/2008

o segredo das coisas perdidas


o segredo das coisas perdidas
Upload feito originalmente por tathy.viana
"Os livros não são montes de papel. São mentes em estantes."
"Não há remédio melhor do que ler"
"Nosso negócio é encontrar lares para livros com a esperança de que eles serão amados como nós o amamos"
"Os livros agem para filtrar o normal. O real."
"A realidade é fina como papel... fina como papel e igualmente fácil de rasgar"
"Livros são objetos que adoram se unir e formar pilha desorganizadas"
"Os livros têm seus próprios destinos"
"Papel, a matéria de todos os nossos sonhos"

Todas essas são citações do livro O Segredo das Coisas Perdidas. Rosemary Savage, uma jovem orfã sai da Austrália e vai trabalhar no sebo mais famoso de Nova York, a Arcade. Rosemary se envolve com os excêntricos personagens que habitam a livraria, com seus segredos e intrigas.
A Arcade é um personagem a parte. A livraria é um organismo vivo em eterna transformação que acolhe não apenas livros, mas pessoas também. Quem é fascinado por sebos e sua organização caótica vai amar essa história.

15/11/2008

livraria da travessa

Vou confessar: eu não gosto da livraria da Travessa. Para quem não conhece, é uma livraria cult aqui do Rio, dessas livrarias de filmes. Linda, com estantes de madeira, clima intelectual e bons atendentes que sabem do que você está falando e conhecem os autores, livros e histórias.

É capaz de você chegar lá e falar que quer um livro de capa vermelha que conta a história de um homem assim assado, cujo autor é William alguma coisa e o atendente te entregar em mãos exatamente aquilo que você está querendo e não sabia. Ou sabia, sei lá.
Mas eu não gosto. Acho os atendentes uns metidos de nariz empinado e acho a livraria desorganizada. 
Pronto, falei.
Eu acho bagunçada sim. As estantes são muito altas e não dá para alcançar todos os livros. As bancas de livros são caóticas, os trequinhos onde a gente vê os preços ficam escondidos e a seção de literatura infanto-juvenil é mínima (pelo menos na Travessa do centro). Eu gosto de autonomia e quase nunca consigo achar alguma coisa sozinha na Travessa: ai tenho que perguntar pros minigênios que estão com cara de ocupados andando pra lá e pra cá.
Eu vou a livrarias para comprar: não tomo café, nem acho que vou conhecer meu futuro marido na seção de gatronomia. Eu vou lá para encontrar livros que quero comprar e quando não encontro, fico muito muito aborrecida. E isso sempre me acontece na Travessa.
E outra coisa: um dia vi o Manoel Carlos na Travessa do Shopping Leblon. Como eu acho ele um chato, a livraria perdeu mais pontos por isso. 
Pronto, desabafei.

finalmente os tambores de outono

Ufa, acabei os Tambores de Outono. Para quem não conhece e não entende o motivo do meu fanatismo pelos livros da Diana Gabaldon, eu só digo uma coisa: leiam o primeiro livro, A Viajante do Tempo. Quem gostar de aventura, fatos históricos e romance não tem como não ser fisgado.

As mil páginas dos Tambores de Outono me proporcionaram várias sensações: alegria de reencontrar meus personagens queridos (eu amo Fergus e Ian), medo do que ia acontecer, surpresa, choque. Mas senti também tédio em alguns momentos, raiva e decepção em outros, impaciência e a sensação de que a autora poupou algumas de suas melhores histórias para os próximos livros. Eu tiraria facilmente umas 400 páginas; assim acho que a história seria mais bem contada. Alguns personagens foram esquecidos: Fergus quase não aparece e o pessoal que ficou na Escócia também não. Também achei o menos engraçado de todos: os outros livros têm muito humor e este é o mais fraquinho nesse aspecto.

Definitivamente Tambores não é o melhor livro da série: para mim, a Libélula no Âmbar é o melhor: nada supera a vida deles na corte francesa e o suspense do que ia acontecer na Batalha de Culloden. Isso é que dá esperar muito por um livro (eu esperei quase dois anos por este), a decepção é certa.

De qualquer forma, a autora deixou muitos ganchos para o futuro: a história do Willie, o que aconteceu com o Ian, será que ele vai voltar para casa?, quem era o tal índio que trazia a opala, se Stephen Bonnet voltará... tantas coisas que devem render umas três mil páginas ainda.

Ah, e não posso deixar de comentar: toda hora eles descrevem a Brianna como uma mulher enorme, forte, com mãos grandes, tão parecida com o pai. Depois de um tempo, passei a visualizar a Brianna igualzinha a Fiona de Shrek.

Mas o que não me sai da cabeça é que no primeiro livro, Frank vê o Jamie no futuro... o que significa que o escocês viajará no tempo, para antes de toda a história começar. Saber como isso acontece me deixará com insônia até que o próximo livro da série seja publicado aqui no Brasil, sabe-se lá quando.

Talvez em tenha que viajar para o futuro para ler tudo de uma vez e parar com essa aflição...

Alguém sabe onde tem um círculo de pedras e umas pedras preciosas (diamante, rubi, safira, topázio, esmeralda) dando sopa? 

07/11/2008

leitura no trânsito

Eu invejo quem consegue ler dentro do ônibus. Eu não consigo. Me dá tontura e ênjoo. No metrô até que dá, mas as viagens são sempre curtas e nem adianta muito. Mas eu queria poder ler em qualquer lugar. 

Eu aproveito as viagens para pensar na vida, olhar pela janela e reparar nas pessoas. Sempre espio o que as pessoas estão lendo nos ônibus. Tem gente que lê jornal. Podem reparar. Quando a pessoa abre na página da coluna de fofocas, quem está por perto, estica o pescoço para ler também. Vejo muita gente lendo a Bíblia no ônibus. Livros espíritas também fazem sucesso. Harry Potter vem em terceiro lugar. Quando me deparo com alguém que está lendo algum livro que eu já li, tento ver em que parte a pessoa está. 
Talvez essa incapacidade de ler em movimento seja uma espécie de proteção. Porque seria bem possível eu pegar um ônibus, abrir um livro e esquecer a hora de saltar.

05/11/2008

a gente tem que saber a hora de parar

Tem alguns livros que eu gosto tanto, me envolvo na história de tal maneira que páro de ler. Faltam menos de 100 páginas para terminar a primeira parte do Tambores de Outono. Parei. Se eu não fechasse o livro  enquanto era tempo só iria parar 600 páginas depois, no final. Preventivamente, fechei o livro antes de ser tragada para a realidade paralela de Claire e Jamie. Afinal, preciso trabalhar, comer, fazer exercício, passear com o cachorro. A tentação de atravessar o círculo de pedras e ficar lá, em mil setecentos e tantos é imensa mas vou deixar pro fim de semana.